O ato político realizado nesta segunda-feira (7) na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu lideranças da direita, candidatos e apoiadores para o protesto de 7 de Setembro. Convocada pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a manifestação teve como eixos centrais os pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e discursos de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo levantamento do Monitor do Debate Político (USP/Cebrap em parceria com a organização More in Common), o evento reuniu 28,5 mil pessoas em seu pico de público, número inferior aos registrados nos atos de 2024 e 2025 no mesmo local.
O tom dos discursos foi impulsionado pelo desdobramento recente da crise no Judiciário, motivada pela revelação de diálogos atribuídos ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e desentendimentos públicos entre os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes. Lideranças que se revezaram no trio elétrico em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) saíram em defesa de Mendonça e intensificaram as críticas a Moraes.
Discursos do palanque e propostas eleitorais
Durante seu pronunciamento, Flávio Bolsonaro relembrou o atentado sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018, e classificou os processos judiciais decorrentes dos atos do 8 de Janeiro como decisões desproporcionais. O candidato também adiantou diretrizes para suas propostas na área de segurança pública e sistema de saúde, prometendo endurecer leis penais e classificar facções criminosas como organizações terroristas.
Além de Flávio, discursaram no evento o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia. Em suas falas, os aliados defenderam o fortalecimento da bancada de direita no Senado nas próximas eleições para viabilizar processos de cassação de magistrados da Suprema Corte.
Paralelamente, em Brasília, as comemorações do Dia da Independência organizadas pelo Governo Federal tiveram como foco a defesa da soberania nacional e a proteção das riquezas naturais do país, com a presença dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do STF.
Presença de Toledo e candidaturas regionais no palanque
O ato na capital paulista também contou com a presença e o acompanhamento de lideranças políticas do Paraná e de candidatos com forte representatividade no município de Toledo e no estado. Entre os nomes em evidência nas articulações do Partido Liberal (PL) para as Eleições 2026 estão:
Ademar Dorfschmidt (PL): Empresário e ex-vice-prefeito de Toledo, com três mandatos consecutivos como vereador no município, Dorfschmidt disputa uma vaga para a Câmara dos Deputados representando a região do Oeste paranaense.
Michel Becker (PL): Empresário do ramo de locação de equipamentos e liderança associativa natural de Toledo — com atuação anterior na diretoria da ACIT e da Faciap —, Becker concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).
Filipe Barros (PL): Advogado e deputado federal em seu segundo mandato, Barros é candidato ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026, compondo a chapa majoritária da legenda no estado.
Sergio Moro (PL): Ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, o atual senador filiou-se ao PL para disputar o Palácio Iguaçu nas eleições estaduais, consolidando a aliança do partido no Paraná.
Nota da Redação (Legislação Eleitoral):
Para consultar informações oficiais sobre registros de candidatura, pleitos e prestações de contas, acesse o sistema DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral. Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e biográfico, sem pedido de voto, sem divulgação de número de urna e sem propaganda eleitoral, em conformidade com os termos da Resolução TSE nº 23.610/2019.
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