O Projeto de Lei nº 54/2026, que autoriza o Executivo a abrir crédito adicional suplementar de R$ 40.923.033,75 no orçamento de 2026, foi alvo de críticas dos vereadores de oposição durante a 18ª Sessão Ordinária, realizada na tarde desta segunda-feira.
O projeto prevê R$ 244.637,98 para construções e readequações em CMEIs, com contrapartida para o CMEI Programa Infância Feliz – Egon Pudell, e R$ 40.678.395,77 para a construção da Ponte Estaiada sobre o Rio Toledo, via convênio com a SECID.
A crítica da oposição é sobre a prioridade na aplicação dos recursos. Os parlamentares argumentaram que o valor poderia trazer impacto direto ao município se fosse destinado à saúde, área que, segundo eles, enfrenta problemas. Foi citado o caso recente envolvendo o Hospital Regional como exemplo da necessidade de investimentos urgentes.
“Não somos contra obras de infraestrutura ou educação, mas precisamos discutir a urgência. O município tem enfrentado dificuldades na saúde e a população cobra respostas. Esse recurso de mais de R$ 40 milhões faria diferença no atendimento, na compra de insumos e na estrutura hospitalar”, destacaram vereadores durante a sessão.
Já a base governista defendeu que o crédito suplementar é vinculado. O valor maior, de R$ 40,6 milhões, vem de convênio específico com a SECID para a ponte e não pode ser remanejado para outras áreas. Já os R$ 244 mil para a educação são de operação de crédito da Caixa – FINISA, também com destinação definida.
O PL nº 54/2026 segue em tramitação nas comissões. A votação em plenário ainda não tem data marcada.