Policiais civis da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) detiveram dois adolescentes suspeitos de planejar um ataque a uma escola pública do Distrito Federal. A operação ocorreu nesta segunda-feira (25), após monitoramento das redes sociais e investigação iniciada pela Polícia Civil do DF, com alerta da Secretaria de Educação.
Os jovens, de 17 anos e estudantes do 2º ano do ensino médio, divulgavam conteúdos de ódio contra mulheres, negros e LGBTs, além de fazer apologia ao nazismo por meio de um site próprio e publicações no TikTok, onde impulsionavam seus planos. As redes sociais chegaram a banir algumas contas por discurso de ódio.
Ação policial e apreensões
A DPCEV cumpriu mandados de busca nas residências dos adolescentes, apreendendo celulares, computadores, materiais relacionados ao extremismo violento, bandana de caveira e caderno com desenhos de armas. Um dos menores já está em tratamento psiquiátrico, enquanto o outro foi levado à Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II). Os aparelhos apreendidos passarão por perícia.
Planos de ataque e fabricação de armas
Segundo a investigação, entre o fim de 2024 e junho de 2025, os adolescentes gravaram e publicaram cerca de 10 vídeos detalhando os preparativos para o ataque, marcado inicialmente para o dia 20 de setembro, chamado por eles de “dia zero”. Alguns vídeos mostram manuseio de armas e explosivos caseiros, além de tentativa de fabricação de armamento para matar pessoas, principalmente negras e mulheres.
Uma adolescente argentina, participante de uma comunidade online sobre true crime, teve contato com os vídeos e percebeu a gravidade do conteúdo ao compreender o português.
Apologia ao nazismo
Nos materiais, os jovens exibem símbolos nazistas, fazem saudações a Hitler e ofendem pessoas que teriam cometido bullying contra eles. Em um vídeo, um dos adolescentes chegou a afirmar ser filho do ex-ditador nazista, enquanto desenhavam suásticas e o sol negro em locais públicos.
Orientação das autoridades
A DPCEV reforça que pais e responsáveis devem monitorar os conteúdos acessados por menores na internet e que denúncias podem ser feitas às autoridades competentes para prevenir novos riscos.