Brasileiros residentes no exterior se uniram, neste domingo (3), às manifestações do movimento “Reaja Brasil!”, que ocorreram em diversas cidades do país e também no exterior. Os atos foram realizados em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente do ministro Alexandre de Moraes.
Entre as principais pautas dos manifestantes estão o pedido de impeachment de Moraes, a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e críticas ao que classificam como “perseguição judicial” contra conservadores no Brasil.
Protesto em Milão
Na cidade de Milão, na Itália, um grupo de brasileiros se reuniu em praça pública com faixas, cartazes e bandeiras do Brasil. Os manifestantes pediram a saída de Moraes do STF e denunciaram o que chamam de “avanços autoritários” por parte da Corte. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os participantes entoando palavras de ordem como “Fora Moraes” e “Reaja Brasil!”, além de cartazes com mensagens em defesa da liberdade de expressão e da direita conservadora.
Mobilização nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, brasileiros organizaram uma manifestação na região de Wall Street, em Nova York. O ato combinou pedidos de anistia para os chamados “presos políticos” dos atos de 8 de janeiro com manifestações de apoio ao ex-presidente Donald Trump. Os participantes agradeceram pelas sanções que, segundo eles, teriam sido impostas contra Alexandre de Moraes pelo governo norte-americano, incluindo a revogação de vistos e a aplicação da chamada Lei Magnitsky — mecanismo legal usado pelos EUA para punir violações de direitos humanos.
Cartazes em inglês e português pediam apoio internacional contra o STF e reforçavam mensagens em defesa de Jair Bolsonaro. Alguns manifestantes também exibiam bandeiras norte-americanas e imagens de Trump.
Contexto político
As manifestações ocorrem em meio à escalada de tensão entre apoiadores de Bolsonaro e o STF. Moraes impôs recentemente medidas cautelares ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair de casa nos finais de semana. Tais ações são vistas por setores da direita como perseguição política. A repercussão internacional aumentou após líderes bolsonaristas, como o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), denunciarem supostos abusos do Judiciário brasileiro.
As autoridades brasileiras ainda não comentaram oficialmente os protestos no exterior. No entanto, nas redes sociais, parlamentares da oposição celebraram a mobilização como um “grito global contra a censura”.