O chamado caso do “kit propina”, que agita os bastidores da Câmara de Toledo, entrou em uma fase decisiva. O relator do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Marcos Zanetti, concluiu parecer recomendando a cassação dos vereadores investigados.
Em entrevista ao portal Toledo News, Zanetti detalhou os fundamentos do relatório, que aponta a procedência integral da denúncia, com base em um conjunto considerado robusto de provas.
Segundo o documento, a conclusão não se apoia em suposições, mas em elementos concretos, como documentos, áudios periciados, depoimentos e diligências realizadas ao longo da investigação.
Entre os pontos destacados, estão indícios de corrupção passiva, envolvendo a suposta solicitação de R$ 300 mil em troca de favorecimento na tramitação de um projeto de lei. O parecer também menciona condutas incompatíveis com o decoro parlamentar, como reuniões reservadas, retirada de celulares durante encontros e possíveis tentativas de ocultação de provas.
Os vereadores Dudu Barbosa e Valdomiro Bozó são citados no processo e podem ter os mandatos cassados caso o entendimento seja confirmado.
A apuração, que durou cerca de oito meses, contou com elementos provenientes de investigações do Ministério Público e do GAECO, reforçando a base técnica do relatório.
Mais do que um julgamento político, o parecer sustenta que há materialidade e gravidade suficientes para aplicação da penalidade máxima: a perda do mandato.
Próximos passos
O parecer será agora analisado pelo Conselho de Ética, que tem prazo de cinco dias para deliberar sobre o documento. A votação está marcada para quarta-feira (25), às 9h.
O desfecho do caso pode representar um dos episódios mais impactantes da política recente de Toledo, com reflexos diretos na credibilidade do Legislativo municipal.
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