Durante a 6ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Toledo, realizada na tarde desta segunda-feira (09), a vereadora Olinda Fiorentin fez um discurso marcado por reflexões sobre o Dia Internacional da Mulher e críticas à postura de líderes políticos brasileiros diante da situação de mulheres em diferentes partes do mundo.
Em sua fala, a parlamentar destacou que a data não deve ser lembrada apenas como um momento simbólico, mas como uma oportunidade de discutir a realidade de milhares de mulheres que ainda vivem sob regimes de opressão e violência. Fiorentin citou, de forma crítica, a situação enfrentada por mulheres no Oriente Médio, mencionando casos de punições extremas e a ausência de direitos básicos em países governados por regimes autoritários, como o Irã.
Segundo a vereadora, muitas dessas mulheres vivem sob um sistema que limita severamente sua liberdade e dignidade, sendo vítimas de práticas violentas e discriminatórias que, na visão dela, refletem uma estrutura social marcada pelo autoritarismo e pelo machismo institucionalizado.
Ainda durante o pronunciamento, Fiorentin ampliou a crítica ao cenário político brasileiro. Para ela, o país deveria assumir uma postura mais firme na defesa dos direitos humanos e da dignidade das mulheres em nível internacional. A vereadora argumentou que a omissão ou o silêncio de lideranças políticas diante dessas violações também representa uma forma de conivência.
No plano local, a parlamentar também fez um alerta aos colegas vereadores sobre a avalanche de anúncios de recursos e emendas parlamentares que costumam surgir em períodos eleitorais. Sem citar nomes diretamente, ela mencionou a figura do que chamou de “Silvio Santos da política”, referência a políticos que, segundo ela, passam a divulgar promessas de investimentos em grande quantidade nas redes sociais.
Para a vereadora, é fundamental que os parlamentares municipais mantenham atenção e fiscalizem a concretização dessas promessas. Caso contrário, afirmou, a responsabilidade também recairá sobre os representantes locais.
“Se nós não acompanharmos e não cobrarmos, quem será cobrado depois é o vereador aqui na ponta. Deputado nenhum vai repassar recurso para o nosso município sem apoio nenhum, vamos parar com a teoria da enrolatividade”, destacou.
Fiorentin concluiu dizendo que a população de Toledo está cada vez mais atenta ao cenário político e menos tolerante a promessas vazias: "gente, aquilo que preciso falar, eu preciso cumprir". De acordo com ela, a comunidade espera resultados concretos e ações efetivas, especialmente quando se trata de políticas públicas que impactam diretamente a vida da população.
O pronunciamento reforçou o tom crítico da sessão e trouxe à pauta não apenas a defesa dos direitos das mulheres, mas também a necessidade de maior responsabilidade e transparência na atuação política.