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Segunda-feira, 15 de Junho de 2026
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Trionda: Conheça a bola da Copa de 2026 que precisa ser ligada na tomada antes dos jogos

Com chip de alta precisão e sensores que funcionam como 'GPS', bola oficial do mundial une tecnologia de ponta para auxiliar a arbitragem e homenageia os três países-sede.

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Por Qual a Boa Notícias
Trionda: Conheça a bola da Copa de 2026 que precisa ser ligada na tomada antes dos jogos
Foto: Divulgação/FIFA
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Quem assiste aos jogos da Copa do Mundo de 2026 pode até não notar à primeira vista, mas o principal instrumento do espetáculo carrega uma tecnologia revolucionária e até então impensável para os amantes do futebol antigo: a bola oficial do mundial, batizada de Trionda, precisa ser recarregada na tomada antes de entrar em campo.

A cena de bastidores que mostra as bolas enfileiradas e conectadas a carregadores de energia elétrica antes das partidas chama a atenção, mas há uma explicação puramente tecnológica para isso. Desenvolvida pela Adidas, a Trionda conta com um sistema interno de sensores altamente complexo que exige alimentação por bateria para funcionar durante os 90 minutos.

Por dentro da tecnologia: O chip e o "GPS" de campo
O coração da Trionda abriga a Adidas Connect Ball Technology. Trata-se de um dispositivo posicionado exatamente no centro da bola, sustentado por um sistema de suspensão que o mantém firme mesmo após os chutes mais potentes. Esse chip interno é composto por uma combinação de tecnologias de ponta:

  • Sensores de movimento e inércia: Incluem um acelerômetro e um giroscópio de última geração.
  • Tecnologia UWB (Banda Ultralarga): Funciona como um rastreador espacial de altíssima precisão.

Na prática, esses sensores enviam dados de posicionamento em tempo real (uma espécie de GPS do gramado) para as centrais de transmissão operadas pela FIFA. O sistema atualiza a localização da bola cerca de 500 vezes por segundo. Isso permite que a equipe do VAR (Árbitro Assistente de Vídeo) e a arbitragem de campo saibam exatamente o milésimo de segundo em que houve o toque de um jogador na bola, além de calcular a velocidade exata e a trajetória do chute. É o fim das dúvidas em lances milimétricos de impedimento ou se a bola cruzou ou não a linha de gol.

O significado do nome "Trionda"
Além da revolução digital, o design e o nome da bola carregam simbolismos históricos. O prefixo "Tri" é uma referência direta à união inédita dos três países-sede que organizam o mundial de 2026: Canadá, México e Estados Unidos.

Já o sufixo "Onda" é uma homenagem cultural ao futebol. O termo faz alusão à famosa "ola", a coreografia coordenada das torcidas nas arquibancadas que ganhou o mundo e foi popularizada justamente na Copa do Mundo do México, em 1986.

De bexiga de boi ao carregador: A evolução das bolas
A necessidade de ligar a Trionda na tomada mostra o abismo tecnológico que separa o futebol atual das primeiras edições da Copa do Mundo. A história das bolas oficiais é marcada por uma evolução drástica de materiais:

  • Bolas que "engordavam" (Anos 30): Nos primeiros mundiais, as bolas eram feitas de couro curtido pesado, costuradas à mão, e a câmara de ar interna era feita com bexiga de boi. O grande problema ocorria em dias de chuva: o couro absorvia tanta água que a bola chegava a dobrar de peso ao longo da partida, tornando os cabeceios perigosos para os atletas.
  • A primeira padronização (1954): Foi na Copa da Suíça que a FIFA adotou a primeira bola com cor alaranjada (para melhorar a visualização) e com 18 gomos, sendo a pioneira a seguir rigorosamente as medidas de peso e tamanho exigidas pela federação.
  • A revolução estrutural (1962 e 2006): Na Copa do Chile, em 1962, a bola Mr Crack introduziu painéis mais arredondados e uma válvula de látex, que impedia o esvaziamento rápido. Décadas mais tarde, na Copa da Alemanha em 2006, a Teamgeist rompeu o tradicional design de 32 gomos da indústria, passando a utilizar apenas 14 painéis selados termicamente, o que reduziu quase a zero a absorção de água e mudou a aerodinâmica do esporte para sempre.

Em 2026, a Trionda consolida de vez a transformação da bola de futebol: de um pedaço rudimentar de couro a um dispositivo eletrônico conectado e inteligente.

FONTE/CRÉDITOS: QBN| Redação
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