Durante a Comunicação Parlamentar na 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Toledo, realizada na tarde desta segunda-feira (16), o vereador Professor Oseias fez críticas aos parlamentares que votaram pelo arquivamento do processo envolvendo o vereador afastado Edimilson Dias Barbosa, investigado em um caso de suposta cobrança de propina.
Em sua fala, o vereador também destacou outro episódio envolvendo Dudu Barbosa, conhecido como o caso dos “tiros”, que teria ocorrido em uma propriedade rural do município e que resultou na abertura de investigação pelo Ministério Público do Paraná. Segundo Oseias, no momento do episódio havia servidores públicos presentes mesmo estando em horário de expediente, fato que também gerou questionamentos.
O parlamentar ainda criticou a possibilidade de contratação de advogado com recursos públicos para a defesa do vereador afastado. Votaram pelo arquivamento do processo de corrupção os vereadores Sergio Japonês, Professora Marli, Valdir Gomes, Gabriel Jesus, Katchi Nascimento, Roberto de Souza e Olinda Fiorentin.
De acordo com Oseias, ao arquivar o processo, os parlamentares acabam “passando pano” para situações que mancham a imagem da Câmara de Vereadores e que, segundo ele, deveriam ser analisadas com maior rigor pelo Legislativo. Confira o vídeo da fala do vereador.
Relembre os episódios envolvendo Dudu Barbosa
O vereador Edimilson Dias Barbosa foi preso pela Polícia Militar no dia 28 de junho de 2024, após ser flagrado com uma arma de fogo em uma área rural de Toledo.
O flagrante ocorreu durante uma abordagem da Patrulha Rural do 19º Batalhão da Polícia Militar no distrito de Novo Sobradinho. Com o vereador foi encontrada uma pistola calibre 9mm, considerada de uso restrito.
Além desse episódio, Dudu Barbosa também responde a uma investigação por suspeita de corrupção. De acordo com o Ministério Público do Paraná, ele e o vereador Valdomiro Nunes Ferreira são suspeitos de solicitar propina a uma empresa do setor de energia renovável em troca da aprovação de um projeto de lei relacionado à construção de uma central de geração hidrelétrica.
A empresa teria recusado o pagamento e denunciado o caso às autoridades. Ambos foram denunciados por corrupção passiva e se tornaram réus na Justiça, com determinação de afastamento do cargo por pelo menos 180 dias.