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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026
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Prefeita e vice de Pedra Preta podem perder mandato por uso eleitoral de show de Ana Castela

Ministério Público Eleitoral aponta abuso de poder e condutas vedadas durante realização da ExpoPedra com recursos públicos em período eleitoral; show de Ana Castela teria sido usado para promoção pessoal dos candidatos à reeleição.

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Prefeita e vice de Pedra Preta podem perder mandato por uso eleitoral de show de Ana Castela
Foto: Reprodução/Google Imagens
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O Ministério Público Eleitoral (MPE) da 45ª Zona Eleitoral de Pedra Preta (MT) requereu a cassação dos diplomas da prefeita Iraci Ferreira de Souza (PSDB) e do vice-prefeito Lenildo Augusto da Silva (MDB), além da aplicação de multa, por supostas condutas vedadas e abuso de poder político nas eleições municipais.

A solicitação foi apresentada no âmbito de uma representação proposta pela Coligação “O Futuro em Nossas Mãos” e pelo Partido Republicanos, e teve sua procedência endossada pela promotora de Justiça Eleitoral Nathália Moreno Pereira.

Segundo a representação, a gestão municipal destinou R$ 1,05 milhão em recursos públicos para a realização da 37ª ExpoPedra, realizada com entrada gratuita ao público. Do montante, R$ 650 mil foram utilizados para contratar o show da cantora Ana Castela, principal atração do evento. A prefeita e o vice compareceram à festividade, posaram ao lado de artistas e realizaram publicações nas redes sociais associando suas imagens à organização da festa.

Além disso, a promotoria aponta que foram feitas 40 contratações temporárias durante o período eleitoral, sendo algumas após condenação anterior da prefeita por prática semelhante. O MPE entende que tais ações violaram o princípio da isonomia entre os candidatos e impactaram diretamente o resultado do pleito.

“Os fatos demonstram que houve efetiva destinação de verba pública com finalidade promocional disfarçada, durante período vedado, mediante ato claramente dirigido à elevação da imagem da prefeita e de seu vice”, afirma a promotora Nathália Moreno.

Ela destacou ainda que, embora o valor destinado pela prefeitura represente uma fração do custo total do evento, foi essencial para a contratação da principal atração, o que teria gerado vantagem política indevida. Para o MPE, a atuação dos gestores desequilibrou o processo eleitoral ao usar o aparato público para obter apoio da população.

O caso será julgado pela Justiça Eleitoral, que poderá acatar ou não o pedido de cassação e aplicação de sanções aos mandatários. A prefeita e o vice-prefeito ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

FONTE/CRÉDITOS: Ministério Público Eleitoral-MT
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