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Quarta-feira, 17 de Junho de 2026
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Polícia do Paraguai caça quadrilha após 2º maior assalto da história do país; dois já estão presos

Ações em Emboscada resultaram nas prisões de José Cuevas Yegros e Ramon Leonardo Bogado; autoridades apontam que quadrilha armada que sitiou Santa Rita contava com mais de 20 criminosos.

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Por Qual a Boa Notícias
Polícia do Paraguai caça quadrilha após 2º maior assalto da história do país; dois já estão presos
Foto: Reprodução
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A Polícia Nacional do Paraguai prendeu os dois primeiros suspeitos de envolvimento no mega-assalto a três agências bancárias e uma casa de câmbio ocorrido na madrugada da última terça-feira (16), na cidade de Santa Rita — localizada a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil. A ação criminosa, que sitiou a localidade, já é considerada pela imprensa paraguaia como o segundo maior assalto da história do país.

Os detidos foram identificados como os cidadãos paraguaios José Cuevas Yegros e Ramon Leonardo Bogado. As prisões ocorreram durante operações coordenadas na cidade de Emboscada, na região de Caacupé, nas proximidades da capital Assunção. Além das capturas, as equipes policiais apreenderam telefones celulares e uma mochila que passará por perícia técnica. Todo o material coletado foi encaminhado ao Ministério Público paraguaio.

Conexão brasileira e atuação de facções na fronteira
As investigações avançam em ritmo acelerado e contam com o suporte de órgãos internacionais. Uma das principais linhas de trabalho das forças de segurança é a participação direta de criminosos nascidos no Brasil e a conexão da quadrilha com grandes facções que operam na linha de fronteira.

Testemunhas que presenciaram as horas de terror relataram às autoridades que ouviram vários integrantes do bando se comunicando em português durante a execução do crime.

“São pessoas que atuam no Paraguai, brasileiros junto com paraguaios para realizar esse tipo de ação. Alguns vivem no Paraguai”, afirmou Carlos Alberto Dure Rios, chefe do Comando Tripartite — órgão que coordena o trabalho de inteligência policial entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Madrugada de caos e cerco a policiais
O ataque em Santa Rita foi meticulosamente planejado para neutralizar e anular qualquer capacidade de reação imediata das forças locais. Estima-se que mais de 20 criminosos fortemente armados participaram da ação, utilizando fuzis de grosso calibre e artefatos explosivos de alto poder de destruição. O bando atacou simultaneamente as estruturas físicas do Banco Familiar, do Banco GNB, do Banco Ueno e uma casa de câmbio da região.

Durante a ofensiva, uma equipe de quatro policiais paraguaios que realizava o patrulhamento de rotina foi emboscada e encurralada pelo comboio de criminosos. Houve uma intensa troca de tiros; um dos agentes acabou sendo rendido e teve sua arma pessoal e um fuzil da corporação roubados pelos assaltantes. Os outros três policiais conseguiram recuar estrategicamente e se abrigar para preservar suas vidas até a chegada de reforços.

As buscas continuam em várias regiões do país vizinho com o objetivo de localizar o restante do grupo e recuperar o armamento oficial subtraído.

FONTE/CRÉDITOS: Polícia Nacional do Paraguai
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