O Paraná consolidou em 2025 sua liderança nas exportações do segmento de aves e caminha para uma safra histórica de soja, com produção estimada em 22 milhões de toneladas — volume semelhante ao recorde alcançado em 2022/2023, quando o Estado colheu 22,3 milhões de toneladas.
Os dados fazem parte do boletim semanal divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
Soja avança na colheita
Na última semana, aproximadamente 347 mil hectares foram colhidos, o que representa cerca de 20% da área plantada. A colheita está mais avançada na região Oeste, que concentra 18% dos 5,78 milhões de hectares cultivados neste ciclo.
Segundo o técnico Edmar Gervasio, a expectativa é que o Estado responda por cerca de 13% da produção nacional, mantendo a posição de segundo maior produtor do país.
No cenário nacional, o Brasil pode atingir 176 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, estabelecendo um novo recorde.
Apesar do bom desempenho no campo, os preços pagos ao produtor caíram. A saca de 60 quilos foi comercializada, em média, por R$ 112 — valor 6% menor que o registrado em fevereiro do ano passado. A queda ocorre mesmo com alta de quase 10% na Bolsa de Chicago, reflexo da valorização do real frente ao dólar.
Paraná é líder em frango
O Estado manteve a liderança nacional na produção e exportação de carne de frango. Em 2025, respondeu por 40,8% do volume exportado pelo Brasil e por 38,9% da receita cambial.
Foram embarcadas mais de 2,1 milhões de toneladas, gerando faturamento de US$ 3,7 bilhões.
No entanto, no cenário nacional, o setor registrou leve retração no faturamento, apesar da estabilidade no volume exportado.
Café tem estabilidade na produção, mas preços menores
A cafeicultura paranaense deve manter produção próxima à do ano anterior. Em uma área de 25,2 mil hectares, a estimativa é colher 42,8 mil toneladas, volume 3% inferior ao de 2025.
Mesmo na entressafra, os preços não animam os produtores. A média registrada em fevereiro ficou em R$ 1.892 por saca, cerca de 23% abaixo do mesmo período do ano passado.
Batata sofre com excesso de oferta
O cultivo de batata ocupa 26,8 mil hectares no Estado. A primeira safra já teve 86% da área colhida, com produção estimada em 555 mil toneladas.
O excesso de oferta no mercado nacional pressionou os preços. O valor médio pago ao produtor caiu 16% em janeiro, afetando a rentabilidade da atividade.
Suinocultura apresenta recuperação
A produção independente de suínos registrou a maior rentabilidade dos últimos cinco anos, com margem média de R$ 1,03 por quilo.
De acordo com o Deral, o resultado representa um alívio ao setor, que acumulava prejuízos desde 2021. Para o início de 2026, porém, a expectativa é de leve redução na rentabilidade devido à menor demanda sazonal.