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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026
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Câmara de Toledo

Katchi Nascimento reage a críticas de Professor Oseias e comenta nota zero recebida pela Câmara de Toledo

Debate ocorreu durante a 7ª Sessão Ordinária e teve como pano de fundo o processo envolvendo o vereador afastado Dudu Barbosa.

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Por Qual a Boa Notícias
Katchi Nascimento reage a críticas de Professor Oseias e comenta nota zero recebida pela Câmara de Toledo
Foto: Redação/Redes Sociais
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Três anos após adotar uma metodologia de avaliação de políticas públicas nas prestações de contas dos prefeitos, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) inicia uma nova etapa de fiscalização. A partir do exercício de 2025, o órgão passará a analisar também critérios de governança, desempenho e alinhamento estratégico das câmaras municipais do Paraná com as demandas da população.

A medida será implementada por meio do Programa de Avaliação das Contas do Poder Legislativo Municipal (ProLegis), instituído pela Instrução Normativa nº 197/2025, que redefine a forma de apresentação da Prestação de Contas Anual (PCA) das câmaras municipais.

Segundo o coordenador do programa, André Ricardo Alves de Menezes, a reformulação busca fortalecer o papel do Legislativo municipal.

“Estamos redefinindo a prestação de contas que, além dos tradicionais aspectos financeiros e orçamentários, passará a ter foco no planejamento, na eficiência, na correta alocação de recursos e na transparência”, afirmou.

Seis eixos de avaliação
A avaliação será realizada por meio de 282 questões enviadas às 399 câmaras municipais do Paraná, organizadas em seis eixos principais:

  • atuação legislativa e qualidade das leis aprovadas
  • funcionamento das comissões permanentes
  • fiscalização do Poder Executivo
  • transparência e relacionamento com o cidadão
  • estrutura informatizada para tramitação de projetos
  • qualificação dos servidores da Câmara

Inicialmente, os responsáveis pelas respostas serão os presidentes das câmaras municipais.

Nota zero em fiscalização
Se o objetivo do Tribunal é melhorar a governança e a fiscalização dos Legislativos, o cenário da Câmara Municipal de Toledo chama atenção.

Em um dos indicadores avaliados pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná, o Legislativo de Toledo recebeu nota zero no quesito fiscalização.

Zero.

Não se trata de uma crítica política, mas de uma avaliação técnica feita pelo órgão responsável por fiscalizar o uso do dinheiro público.

A nota expõe um problema estrutural: a ausência de mecanismos efetivos de controle e investigação dentro da própria Câmara.

Durante recente debate interno, o controlador da Casa afirmou que ocupa o cargo há 18 anos sem ter presenciado a abertura de um procedimento de investigação interna no Legislativo:

  • A declaração evidencia o tamanho do problema institucional.
  • Dezoito anos sem apuração interna.
  • Dezoito anos sem investigação.
  • Dezoito anos sem reação institucional.

Queda na transparência
Outro indicador preocupante envolve o ranking de transparência pública.

A Câmara de Toledo já ocupou a 16ª posição estadual nesse tipo de avaliação. "Hoje, aparece além da posição 200 no ranking, não é apenas uma queda. É um tombo institucional significativo".

A matemática da crise
Enquanto os mecanismos de fiscalização interna permanecem praticamente inativos, o cenário político recente da Câmara inclui:

  • 2 vereadores afastados por investigação de corrupção
  • 4 assessores citados em recebimento de valores
  • Investigações em andamento
  • desgaste institucional crescente

Mesmo diante desse cenário, críticos apontam que a reação institucional da própria Casa tem sido lenta.

Debate sobre Dudu Barbosa gera confronto na sessão
O clima político esquentou durante a 7ª Sessão Ordinária da Câmara de Toledo, quando o caso envolvendo o vereador afastado Edimilson Dias Barbosa voltou ao centro do debate.

Durante sua fala parlamentar, o vereador Professor Oseias criticou parlamentares que votaram favoráveis a um recurso relacionado ao processo disciplinar envolvendo o vereador afastado.

A declaração gerou reação imediata da vereadora Katchi Nascimento. Em sua manifestação, ela pediu que o vereador apresentasse provas das acusações feitas.

“Que o vereador prove onde eu e a vereadora Professora Marli estávamos impedindo o vereador Dudu de receber notificação. Que mostre áudio ou vídeo onde isso teria ocorrido”, afirmou.

A vereadora também explicou que o voto dos parlamentares teve como objetivo garantir a legalidade do processo, e não impedir sua continuidade. Segundo ela, a votação buscou evitar possíveis nulidades que poderiam paralisar o processo disciplinar, e não arquivá-lo.

“Que o vereador não falte com a verdade com a comunidade e com a população toledana”, declarou.

Katchi Nascimento ainda pediu cautela nas declarações feitas em plenário e orientou que os parlamentares busquem se informar sobre o andamento dos procedimentos antes de citar nomes durante os debates.

FONTE/CRÉDITOS: Redação|QBN
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