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Domingo, 01 de Novembro 2026
BRASIL

Influenciadores na mira: Polícia Federal investiga ligação entre fama nas redes e lavagem de dinheiro do crime organizado

Apurações envolvem rifas, apostas ilegais, empresas de fachada e movimentações financeiras suspeitas atribuídas a influenciadores e artistas com milhões de seguidores.

Qual a Boa Notícias
Por Qual a Boa Notícias
Influenciadores na mira: Polícia Federal investiga ligação entre fama nas redes e lavagem de dinheiro do crime organizado
Foto: Reprodução
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As autoridades brasileiras intensificaram as investigações sobre a possível utilização de influenciadores digitais por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A atuação conjunta de órgãos como a Polícia Federal busca identificar esquemas que utilizariam a popularidade de criadores de conteúdo para disfarçar recursos provenientes de atividades ilícitas, especialmente do tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, facções criminosas estariam explorando o grande alcance de influenciadores nas redes sociais para movimentar valores por meio de rifas, apostas ilegais, publicidade e empresas de fachada. A estratégia permitiria dar aparência legal a recursos de origem criminosa, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Entre os nomes que passaram a ser alvo de apurações estão o influenciador Buzeira, além dos artistas MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e Oruam. As investigações buscam esclarecer possíveis movimentações financeiras suspeitas e eventuais conexões com organizações criminosas.

Segundo investigadores, a ostentação de bens de alto valor, como veículos de luxo, joias e viagens internacionais, também costuma ser observada em apurações relacionadas à lavagem de dinheiro. A análise financeira envolve a verificação da compatibilidade entre os rendimentos declarados e o patrimônio exibido publicamente.

Um dos casos recentes envolve o influenciador Buzeira, preso em uma operação da Polícia Federal em fevereiro. Já em abril, MC Poze do Rodo e MC Ryan SP passaram a ser investigados em um esquema que, segundo as autoridades, teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas, empresas de fachada e atividades ligadas ao tráfico de drogas.

A desembargadora Ivana David afirmou que as organizações criminosas têm modernizado suas formas de atuação financeira, utilizando plataformas digitais e personalidades da internet para misturar recursos ilícitos com receitas aparentemente legítimas.

As investigações seguem em andamento e todos os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme prevê a legislação brasileira.

 
 
 
 
 
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FONTE/CRÉDITOS: SBT News

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