Um jovem de 25 anos foi preso pela Polícia Militar no início da tarde de quarta-feira (10), por volta das 13h, acusado de manter a sua companheira em cárcere privado em uma propriedade localizada na zona rural de Três Barras do Paraná. A ação policial foi desencadeada após familiares da vítima conseguirem romper o isolamento e denunciar que ela vinha sofrendo ameaças de morte constantes e sendo impedida de deixar a própria residência pelo agressor.
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais militares localizaram a mulher, que apresentava um quadro de forte abalo emocional e extremo pavor da presença do suspeito. Em uma conversa reservada com a equipe, longe do agressor, a vítima confirmou o cenário de horror: relatou um histórico severo de agressões físicas, restrições graves à sua liberdade e ameaças de morte direcionadas tanto a ela quanto aos seus familiares próximos caso tentasse fugir.
Durante as buscas minuciosas pelo imóvel, os policiais constataram que o local abrigava diversas outras ilegalidades. Foram encontradas e apreendidas duas armas de fogo sem nenhum tipo de registro regulamentar, além de 10 munições intactas de calibre .22, seis cartuchos intactos de calibre .38 e outras sete cápsulas deflagradas de calibres .32, .38 e 12ga. Na área externa e nos fundos da casa, a equipe localizou aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro e indícios claros da prática de maus-tratos e exploração em rinha de galos.
Diante do flagrante multifacetado, o homem recebeu voz de prisão imediata. Ele foi algemado e conduzido, juntamente com as armas, munições e os animais apreendidos, à Delegacia de Polícia Civil para a formalização do boletim. O agressor deve responder pelos crimes de cárcere privado, ameaça e lesão corporal vinculados à Lei Maria da Penha, além de posse irregular de arma de fogo e crimes ambientais contra a fauna. A vítima recebeu acolhimento e foi direcionada para a rede de proteção e assistência jurídica.