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Quarta-feira, 17 de Junho de 2026
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G7: Sem aperto de mãos com Trump, Lula discursa contra protecionismo e defende soberania nacional no combate ao crime organizado

Sem citar diretamente o presidente norte-americano, líder brasileiro discursou contra o unilateralismo nas políticas econômicas e no combate ao narcotráfico transnacional.

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Por Qual a Boa Notícias
G7: Sem aperto de mãos com Trump, Lula discursa contra protecionismo e defende soberania nacional no combate ao crime organizado
Foto: Reprodução
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O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, adotou um tom firme de cobrança global durante sua participação na cúpula do G7. Em pronunciamento realizado estrategicamente ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula direcionou suas críticas ao ressurgimento de políticas protecionistas e defendeu de forma categórica o respeito à soberania dos povos no desenho de estratégias de segurança e desenvolvimento econômico.

Embora o cenário internacional destacasse a proximidade física entre os chefes de Estado, o clima institucional foi marcado pelo distanciamento: durante a tradicional sessão de fotos oficiais com as lideranças mundiais, Lula e Trump conversaram rapidamente com outros governantes locais, mas não se cumprimentaram.

Economia e a crítica ao modelo pró-bilionários
Em seu discurso, o mandatário brasileiro fez uma correlação direta entre o desgaste dos modelos econômicos tradicionais e a instabilidade institucional enfrentada pelas nações ocidentais, posicionando o avanço do Sul Global como parte da solução para o equilíbrio geopolítico:

“O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”, declarou Lula.

Dando sequência à sua argumentação, o presidente brasileiro enfatizou a falta de coordenação e de real vontade política internacional para frear a disparidade de renda global. Como ilustração da assimetria financeira, Lula apresentou dados de concentração de patrimônio: “Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado. O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”, disparou.

Soberania no combate ao crime e recado indireto a Washington
O momento de maior tensão diplomática velada ocorreu quando as pautas de segurança pública e crimes transnacionais entraram na agenda de debates. Lula pontuou que o combate ao narcotráfico e às máfias organizadas deve estar estritamente atrelado a uma agenda de desenvolvimento social e econômico, rechaçando intervenções ou decisões unilaterais externas.

O posicionamento funcionou como uma crítica indireta à recente medida do governo de Donald Trump de classificar, de forma unilateral, facções criminosas que atuam no território brasileiro sob a etiqueta de "organizações terroristas". A chancela norte-americana gerou forte oposição de Brasília, sob o argumento técnico de que o ato desconsidera e atropela a legislação penal e o ordenamento jurídico brasileiro sobre o tema.

Lula concluiu sua exposição reforçando que o enfrentamento ao crime internacional deve ocorrer por vias formais de cooperação e inteligência compartilhada — citando especificamente o fortalecimento de ações coordenadas via Interpol —, salvaguardando a autonomia e o respeito às fronteiras e leis de cada nação soberana.

FONTE/CRÉDITOS: CNN Brasil
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