O empresário Elon Musk, dono da rede social X e CEO da Tesla e da SpaceX, afirmou que está disposto a custear a defesa jurídica de vítimas do financista Jeffrey Epstein que venham a ser processadas por denunciarem publicamente seus agressores.
A declaração foi feita na própria plataforma X, em resposta a uma publicação do comentarista político Matt Walsh, que criticava o fato de vítimas do caso não divulgarem os nomes dos envolvidos. Musk foi direto: “Pagarei a defesa de qualquer pessoa que diga a verdade sobre isso e seja processada por fazê-lo”.

O debate ganhou força após a exibição de um anúncio durante o Super Bowl, no qual sobreviventes do caso Epstein afirmaram que não pretendem “seguir em frente” sem a divulgação completa dos arquivos relacionados à rede de tráfico sexual. Paralelamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou milhões de páginas de documentos adicionais, que agora estão sendo analisados por membros do Congresso.
Jeffrey Epstein declarou-se culpado em 2008 por acusações estaduais envolvendo exploração sexual de menores e, em 2019, morreu em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento federal por tráfico sexual. As autoridades classificaram a morte como suicídio.
As investigações apontam que Epstein mantinha relações com diversas figuras públicas. Musk aparece nos arquivos em trocas de mensagens com o financista, mas nega ter visitado a ilha privada de Epstein ou participado de qualquer atividade ilegal. Outros nomes, como Donald Trump, Bill Clinton e o secretário de Comércio Howard Lutnick, também constam nos documentos divulgados.