Uma técnica de enfermagem, identificada como Fernanda Aparecida da Conceição Borges, é suspeita de ter agredido uma menina de 10 anos, portadora de síndrome rara, em Taguatinga Sul (DF). A paciente, que vive acamada e necessita de cuidados constantes, foi vítima de episódios de violência registrados por uma câmera de segurança instalada em seu quarto.
A criança, Beatriz Almeida (nome fictício), nasceu com a síndrome de Moebius, um distúrbio neurológico que afeta os nervos cranianos responsáveis pelos músculos da face e dos olhos, levando à deficiência motora facial. Além disso, a menina é autista nível quatro de suporte, o mais grave dentro do espectro, não fala, não anda e não come, sendo totalmente dependente dos cuidados de terceiros.
As suspeitas de maus-tratos surgiram há cerca de um mês, após uma médica da equipe de atendimento domiciliar alertar a mãe sobre o comportamento diferente da criança. Fernanda, que estava há seis meses cuidando de Beatriz, era a principal suspeita. Diante disso, a mãe decidiu instalar câmeras de segurança pela residência.
Os registros das agressões ocorreram entre os dias 20 e 21 de fevereiro, na maioria das vezes enquanto a menina dormia. As filmagens, às quais o Metrópoles teve acesso, mostram Fernanda deitando a criança pelo pescoço, dando um murro em seus joelhos, cobrindo seu rosto com um pano e torcendo um dos braços da menina, causando uma fratura.
Na madrugada de sábado (22), a mãe percebeu a fratura no braço da menina, após o membro ficar completamente inchado e vermelho. No hospital, foi constatado que a menina estava com o braço quebrado e apresentava fraturas em diversas articulações do corpo, indicando agressões anteriores.
Após terminar o plantão na sexta-feira, Fernanda pediu demissão da empresa que presta o serviço de home care e desapareceu. O caso foi registrado como lesão corporal na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro) e a Polícia Civil do DF está investigando os fatos.