Marlon Castilho Batistão, de 51 anos, foi preso após ser encontrado no Paraguai. De acordo com a Secretaria Nacional Antidrogas do país (SENAD), ele havia sido condenado pela Justiça brasileira a 12 anos de prisão por envolvimento com tráfico internacional de drogas.
Segundo as investigações, Marlon fazia parte de uma rede de tráfico de cocaína operando a partir de Londrina, no norte do Paraná. Foragido, ele foi localizado na segunda-feira (30), em Assunção, capital paraguaia, onde levava uma vida de alto padrão.
A SENAD revelou que Marlon residia em edifícios de luxo, utilizava veículos sofisticados e estava construindo uma mansão na cidade de San Lorenzo. A identificação do endereço foi possível graças ao trabalho da Direção de Inteligência do órgão.
No país vizinho, ele possuía documentação paraguaia que lhe permitia manter uma aparência de legalidade. Durante a operação, celulares, computadores e o documento local foram apreendidos.
Após a prisão, Marlon foi conduzido até a Ponte Internacional da Amizade — que liga Ciudad del Este a Foz do Iguaçu (PR) — e expulso oficialmente do território paraguaio.
"São orientações do Presidente da República [Santiago Peña] para que seja feita a expulsão imediata de indivíduos com pendências judiciais ou condenações em outros países", afirmou o ministro da SENAD, Jalil Rachid, em vídeo divulgado à imprensa.
Segundo a apuração da RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, Marlon foi entregue à Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde permanece detido.
Embora os detalhes da operação de tráfico não tenham sido divulgados, as autoridades paraguaias informaram que a cocaína tinha como destino final países europeus.