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Sabado, 25 de Abril de 2026
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Chefão do PCC na fronteira é preso no Paraná; operação revela rede de corrupção e tráfico internacional

Nelson “Nortenho” liderava envio de drogas para países vizinhos e contava com proteção de policiais brasileiros e paraguaios, segundo a PF

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Por Qual a Boa Notícias
Chefão do PCC na fronteira é preso no Paraná; operação revela rede de corrupção e tráfico internacional
Foto: Reprodução
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A Polícia Federal revelou detalhes impactantes sobre a atuação de Nelson Gustavo Amarilla Elizeche, conhecido como “Nortenho”, apontado como o principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira com o Paraguai. Investigado por chefiar uma rede de tráfico internacional de drogas, Nortenho também é suspeito de corrupção de policiais militares e penais brasileiros, além de ostentar armamento de guerra em vídeos nas redes sociais.

As informações vieram à tona em decisão recente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que manteve as prisões de integrantes da facção, detidos durante a Operação Blacklist, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2025.

A operação cumpriu nove mandados de prisão em cidades do Mato Grosso e São Paulo, e teve início em 2022, inicialmente focando no uso de mulheres como “mulas” do tráfico. As investigações, no entanto, evoluíram e desarticularam o núcleo brasileiro comandado por Nortenho, revelando crimes como venda de armamento pesado, execuções planejadas e pagamento de propina a servidores públicos.

Prisão cinematográfica em Cascavel
Nortenho foi capturado em setembro de 2024, em Cascavel (PR), enquanto desfilava em um carro de luxo avaliado em R$ 1 milhão. Segundo a PF, ele movimentava milhões de reais em atividades ilícitas e usava as redes sociais para exibir seu poder bélico e estilo de vida.

Entre os comparsas presos na Operação Blacklist estão Claudio Julio dos Santos, o “Piolho”, e Sidney Augusto Magalhães, o “Colt”, ambos peças-chave na facção. A Polícia Federal afirma que Piolho era responsável por intermediar propinas a policiais corruptos que forjavam registros e ocultavam ações do grupo.

Dois agentes públicos brasileiros estão entre os investigados: o policial militar Rogério de Almeida Marques e o policial penal Valter Ferreira dos Santos. Ambos são suspeitos de colaborar ativamente com o grupo criminoso.

De acordo com a PF, há áudios e vídeos que comprovam a participação dos envolvidos em execuções, remessas de entorpecentes e pagamentos a autoridades paraguaias. Entre os casos destacados está a apreensão de 4 toneladas de maconha no Porto de Paranaguá (PR) e o envio de 21 kg de pasta base de cocaína por via aérea.

FONTE/CRÉDITOS: CGN
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