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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026
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Bebê nasce nos EUA a partir de embrião congelado há 30 anos e quebra recorde mundial

Thaddeus Daniel Pierce foi gerado a partir de um embrião de 1994, destacando avanços da fertilização in vitro e reabrindo debates éticos sobre adoção embrionária.

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Por Qual a Boa Notícias
Bebê nasce nos EUA a partir de embrião congelado há 30 anos e quebra recorde mundial
Foto: Reprodução
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No último dia 26 de julho, nasceu em Ohio, nos Estados Unidos, Thaddeus Daniel Pierce, um bebê que entrou para a história da medicina reprodutiva ao ter sido gerado a partir de um embrião congelado em 1994. O intervalo de mais de três décadas entre a fertilização e o nascimento garantiu ao menino o título de embrião humano mais antigo a resultar em parto bem-sucedido, segundo o Guinness World Records.

O embrião foi originalmente criado como parte de um tratamento de fertilização in vitro (FIV) para Linda Archerd, que na época teve quatro embriões. Um deles levou ao nascimento de sua filha — hoje com 30 anos — e os outros três foram criopreservados.

Anos depois, já divorciada e com a guarda dos embriões, Linda decidiu disponibilizá-los para adoção embrionária, modalidade que permite que embriões congelados sejam adotados por outros casais. A escolha recaiu sobre Lindsey e Tim Pierce, que enfrentavam há sete anos a infertilidade e optaram por seguir esse caminho para realizar o sonho da maternidade e paternidade.

O procedimento foi conduzido por uma clínica especializada liderada pelo endocrinologista reprodutivo Dr. John Gordon, conhecido por integrar princípios religiosos à prática médica. Em entrevista ao jornal The Guardian, ele declarou:

“Cada embrião merece uma chance de vida, e o único que não pode resultar em bebê saudável é aquele que não é transferido.”

Avanços da FIV e questões éticas
O nascimento de Thaddeus ocorre em um cenário de crescimento global da fertilização in vitro. Segundo a Autoridade de Fertilização Humana e Embriões (HFEA), aproximadamente 2% dos nascimentos nos Estados Unidos em 2023 e 3,1% no Reino Unido foram decorrentes da FIV — porcentagem ainda mais expressiva entre mulheres de 40 a 44 anos.

O caso levanta não apenas admiração científica, mas também reflexões éticas e sociais sobre o uso prolongado de embriões criopreservados, os limites da medicina reprodutiva, os direitos parentais e os significados contemporâneos de família, adoção e vida.

Enquanto Thaddeus cresce cercado de carinho por seus pais adotivos, seu nascimento já marca um novo capítulo na história da medicina — e provoca o mundo a refletir sobre o futuro da reprodução assistida.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal The Guardian
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