Um avião da Voepass, antiga Passaredo, caiu no início da tarde desta sexta-feira (09) em Vinhedo, no interior de São Paulo. O acidente deixou 62 pessoas mortas –sendo 58 passageiros e quatro tripulantes. Inicialmente, a Voepass informou que 62 pessoas estavam a bordo. Posteriormente, passou a divulgar a lista com 61 ocupantes.
Neste sábado (10), a companhia voltou a informar que 62 pessoas morreram na queda do avião em Vinhedo (SP). O voo 2283 saiu de Cascavel (PR) e iria para Guarulhos. O avião acidentado, prefixo PS-VPB, é um ATR 72-500, cuja capacidade total é de 74 pessoas, sendo 68 passageiros.
O avião caiu na rua Edueta, altura do número 2.500. Segundo a Defesa Civil, a aeronave caiu em cima de algumas casas. De acordo com o portal FlightRadar24,o avião saiu de Cascavel às 11h56 e caiu às 13h22. Conforme monitoramento do voo feito pelo site, a aeronave perdeu o equivalente a 5 quilômetros de altitude em menos de 2 minutos.
O horário previsto para chegada em Guarulhos era 13h30. Por meio de nota, a Voepass afirmou que “não há ainda confirmação de como ocorreu o acidente”.
ESTOL É A POSSIBILIDADE PARA A QUEDA DO AVIÃO
O estol é uma situação na qual a asa perde completamente a sustentação útil, o que causa a queda brusca do avião. A depender da altitude e da condição, é possível recuperar a altitude em voo. O estol pode acontecer, por exemplo, por formação de gelo sobre as asas - e na rota do Passaredo havia essa formação, segundo pilotos.
“A gente vê nas imagens que o avião tem algum problema de controle, porque ele não conseguia mais se sustentar. Pela imagem, está em estol, ou seja, perdeu a sustentação. Ela precisa de uma velocidade mínima para que consiga manter a sua sustentação no ar”, disse Geraldo Portela, especialista em gerenciamento de risco e segurança.
O engenheiro aeronáutico e professor de transporte aéreo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) afirmou que ainda é cedo para identificar a causa do acidente, mas que a formação de gelo pode provocar queda de aeronaves.
"A asa tem um perfil aerodinâmico e o acúmulo de gelo lá no ponto de ataque, geralmente, na frente da asa pode fazer com que esse avião perca as características aerodinâmicas que ele tem e torná-lo mais difícil de voar. Portanto, se ele estiver em velocidade mais baixa, pode ser que ele caia. Agora, o que que levou isso daqui?", disse.
"É muito arriscado antecipar essa informação. É uma possibilidade só. Assim como outras, algum defeito mecânico, não posso te afirmar. Agora, com uma certeza eu tenho, esse avião caiu 'estolado' em parafuso."
Em nota, a Voepasse afirmou que "acionou todos os meios para apoiar os envolvidos". "Não há ainda confirmação de como ocorreu o acidente", diz o texto

VOOS CANCELADOS
Dois voos da companhia aérea Voepass, a antiga Passaredo, que iriam desembarcar e embarcar no Aeroporto Estadual Adhemar de Barros, em Presidente Prudente (SP), na tarde desta sexta-feira (9), foram cancelados após a queda de um avião da empresa na cidade de Vinhedo (SP), na região de Campinas (SP), causando a morte de 58 passageiros e 4 tripulantes.
De acordo com a concessionária ASP Aeroportos Paulistas, que é a empresa responsável pelo terminal na maior cidade do Oeste Paulista e possui um painel de acompanhamento das operações em tempo real, o voo 2232, também da Voepass, continua previsto para chegar às 21h40 em Presidente Prudente, saindo de Congonhas.
"Orientamos aos passageiros com viagens agendadas que entrem em contato diretamente com a companhia aérea para obter mais informações", pontuou a concessionária em nota oficial.

UNIOESTE LAMENTA A PERCA DE FUNCIONAIROS E EX-ALUNOS
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) lamentou a morte de oito pessoas ligadas à instituição, entre professores, médicas e ex-alunos, após a queda do avião que saiu de Cascavel, no oeste do Paraná, e caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (9). Não houve sobreviventes.
Entre as vítimas ligadas à Unioeste estão os professores Edilson Hobold, Deonir Secco, Raquel Ribeiro Moreira, José Roberto Leonel Ferreira; as médicas Sarah Sella Langer e Mariana Comiran Belim e as ex-alunas Ana Caroline Redivo e Hadassa Maria da Silva.

Edilson Hobold — Era docente do curso de Educação Física do Campus de Marechal Cândido Rondon da Unioeste, mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2003) e doutor em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2013).
Foi diretor do Centro de Ciências Humanas, Educação e Letras e teve grande experiência na área, com ênfase em Treinamento Esportivo e Pedagogia do Esporte.
Atuou muitos anos também como árbitro na Federação Internacional de Judô – FIJ, tendo trabalhado nos últimos anos em diversos eventos internacionais no Brasil e no exterior.
Deonir Secco — Professor do curso de Engenharia Agrícola do Campus de Cascavel, era graduado em Agronomia e doutor na mesma área pela Universidade Federal de Santa Maria.
Na Unioeste, atuava na graduação e no programa de Pós-Graduação em Engenharia de Energia na Agricultura desde 2010, sendo um de seus idealizadores e do qual foi coordenador no período de 2010 a 2012.
Coordenava também o laboratório de Física do Solo (LAFIS) e foi líder do grupo de pesquisa: Manejo de solos para sustentabilidade de cultivos agrícolas.
Raquel Ribeiro Moreira — Professora da Unioeste, formou-se no curso de Letras do campus de Cascavel em 1999. Atualmente era docente credenciada no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade.
Tinha experiência na área de Letras, com ênfase em Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: análise de discurso, adolescentes em situação de risco social, livro didático, educação formal e profissionalizante e produção textual.
José Roberto Leonel Ferreira — Professor aposentado há três meses, atuou na docência e na residência Médica no Huop desde 2000, também sendo proprietário do Centro de Imagens Dr. Leonel Ferreira em Cascavel e Médico Radiologista do Hospital Policlínica Cascavel desde 1989.
Participava dos grupos de pesquisa de Litíase Renal pela Unioeste e Dosimetria em radiação ionizante pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
Sarah Sella Langer — Médica pediátrica, também atendia no Pronto-Socorro do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). Participava ainda de projetos de pesquisa com Imunoterapia sublingual na Dermatite Atópica e genética da Dermatite Atópica em pacientes brasileiros. Graduou-se em Medicina pela Unioeste, em 2012.
Mariana Comiran Belim — Médica intensivista na UTI Adulta do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). Formou-se no curso de Medicina do campus de Cascavel em 2019.
Concluiu residência em Clínica Médica no Hospital Universitário Regional de Maringá (HURM) no ano de 2022. No momento também era médica residente de Oncologia Clínica pela União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (UOPECCAN).
Ana Caroline Redivo — Formou-se em 2014 no curso de Administração no Campus de Unioeste. Atualmente trabalhava no tratamento nutricional avançado.
Hadassa Maria da Silva — Havia concluído o curso de Ciências Contábeis no campus da universidade em Cascavel.
ACIDENTE EM VINHEDO É 5º MAIS FATAL DO BRASIL
O acidente com a aeronave da Voepass em Vinhedo (SP), que matou 61 pessoas nesta sexta (9), é o maior do país em número de vítimas desde 2007, quando um avião atingiu edifício em São Paulo ao tentar pousar. CLIQUE AQUI e relembre as maiores tragédias da história do pais.
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