Na manhã desta sexta-feira (10), a equipe de reportagem da CGN recebeu uma denúncia alarmante sobre um suposto caso de abuso sexual no Colégio Estadual Jardim Consolata, localizado na Região Norte de Cascavel. A denúncia, feita por alunas da instituição, acusa um funcionário da portaria de aliciar e assediar estudantes.
Os alunos, que relataram dificuldades em denunciar o caso, acionaram a Polícia Militar e a equipe de reportagem. Segundo eles, o funcionário em questão estaria passando a mão nas estudantes e iniciando conversas inapropriadas. Pai de uma das vítimas, criticou duramente a instituição.
Segundo o pai, a instituição já enfrenta diversas dificuldades, como falta de professores e aulas canceladas, e agora se vê diante deste grave problema. Costa expressou indignação com a situação e questionou a segurança e a supervisão dentro da escola.
“A gente tá um pouco indignado aqui na situação do colégio, porque… Observem bem a situação. Essa escola aqui já é uma escola que já tem dificuldade. Os alunos estão saindo mais cedo. Todo direto mensagem no grupo dos alunos que não tem aula, não temos professor de história, aparece na escola, professores com atestado. E infelizmente tem uma pessoa aí dentro da escola, que agora tá tentando abusar das crianças. Diz que tem menina de sétimo ano que tá sendo abusada, violentada, porque isso daí é um assédio, na verdade, né?”
Outro pai também expressou sua indignação ao descobrir a situação. Ele afirmou que acreditava que seu filho estaria seguro no colégio e pediu que o responsável fosse severamente punido.
“Eu soube agora o que tá acontecendo aí, né? E eu acho que tem que punir, e severamente, né? Uma pessoa dessa, né? Quando é o criança, né? A gente pensa que o filho da gente tá bem no colégio e acontece um negócio desse. E se acontecer o mesmo, tem que punir severamente, né? Essa é a minha opinião.”
Um boletim de ocorrência foi registrado e o Núcleo Regional de Educação já está acompanhando o caso. O funcionário acusado havia deixado a instituição minutos antes da chegada da Polícia Militar.
Nota da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR)
Durante a manhã, a equipe de reportagem conversou com 10 estudantes, as quais relataram como seria a atitude e os atos de assédio por parte do servidor, o qual trabalharia no portão da instituição.
Três viaturas da Polícia Militar e do Batalhão da Patrulha Escolar deslocaram até o Colégio para ouvir as denúncias. Dois servidores foram citados pelas estudantes, sendo que no caso do colaborador da portaria, várias alunas denunciaram os abusos.
Na nota, o Núcleo detalhou apenas uma das denúncias, ressaltando que a Polícia Militar também está acompanhando ao caso. Também não foi comentado sobre o caso da diretora, a qual recebeu diversas reclamações sobre o descaso com as vítimas e a denúncia.
Confira a nota completa:
Na última quarta-feira (08), familiares de uma aluna procuraram a direção do Colégio Estadual Jardim Consolata, em Cascavel, para relatar acusações de assédio contra um funcionário do Quadro dos Funcionários da Educação Básica (Qfeb) da Rede Estadual. Diante da gravidade das alegações, a direção da escola imediatamente iniciou uma investigação interna para apurar os fatos.
Durante o processo de apuração, surgiram outras denúncias relacionadas ao mesmo funcionário. A direção da escola entrou em contato com o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cascavel na quinta-feira (09), sendo então orientada à elaboração de ata protocolar com as informações relatadas para ser encaminhada ao NRE.
O documento será enviado ainda nesta sexta-feira (10) ao NRE, que seguirá os procedimentos cabíveis junto à Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) para o encaminhamento adequado da situação.
Paralelamente, visando garantir a segurança das estudantes, a direção da escola tomou medidas imediatas, incluindo o registro de boletim de ocorrência junto ao Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) e o afastamento do colaborador envolvido.
Além disso, os familiares das alunas também registraram boletins de ocorrência junto às autoridades policiais. A situação é paralelamente apurada também pelas autoridades de segurança pública.
É importante ressaltar que a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) está comprometida em colaborar com as autoridades policiais e seguirá todas as decisões judiciais relacionadas.
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